A Nova Visão surgiu da união de dois amigos que criaram um modelo para administrar e recuperar empresas.
Com formação e temperamentos complementares e uma vasta experiência em gerenciar crises econômico-financeiras, criaram ferramentas importantes, como um processo de diagnóstico extremamente rápido e que abrange praticamente todos os setores de uma empresa.
A complexidade dos casos foi essencial para o desenvolvimento de uma metodologia própria.
A eles, com o tempo juntaram-se profissionais gabaritados, pinçados entre os melhores talentos: pessoas que em situações cruciais detém serenidade e técnica. São engenheiros, contadores, economistas, advogados, administradores. Especialistas, também, em resolver crises.
O trabalho é operacional, nada de apenas conselhos, voltado para o resultado.
A Nova Visão é capitaneada pelo economista Jonas H. Assis. Criador da metodologia aplicada nos projetos.
Uma metodologia que já foi adaptada a grandes setores da economia: grandes clientes no setor industrial, serviços, educação, agronegócio, comércio, entre outros.
O trabalho da Nova Visão distingue-se do mercado porque não se limita a diagnosticar o que está errado. Propõe como resolver e implementa as soluções.
Para nós, nenhuma empresa possui ?apenas? problemas financeiros. Os problemas financeiros são sempre consequências de causas estruturais, que podem ser solucionadas. Não oferecemos conselhos, executamos um plano de ação.
Num passado não muito remoto, a crise financeira permanecia incubada por meses, até mesmo anos, sem que ela implicasse na ruptura das atividades, na falência da empresa.
Os tempos são outros.....
Hoje, com o processo de informatização, tanto dos organismos de proteção ao crédito, quanto do poder público, propicia-se ao mercado, rapidamente, a leitura de que algo não vai bem numa empresa, e essa percepção dos agentes econômicos aprofunda ainda mais uma crise já instaurada. É um circulo vicioso.
Não dispondo de ferramentas gerenciais que indiquem mensalmente a performance, o empresário pode, facilmente, concluir que está em crise, quando ocorrem, dentre outras, as seguintes situações: a) realização de prejuízos ou lucros acentuadamente decrescentes; b) acumulação de passivos tributários decorrentes da ausência de pagamento de impostos; c) aumento do endividamento bancário ou desconto integral dos recebíveis; d) atraso sistemático do pagamento a seus fornecedores; e) atraso no pagamento a seus funcionários.
1 - Queda nos lucros ou prejuízos
A ocorrência de prejuízo em determinado exercício não é motivo de alegria, porém também não é o fim do mundo, porque o resultado negativo pode ser circunstancial e deve ser avaliado dentro de um contexto.
Quando o prejuízo não é isolado na história da empresa, quando ele se repete, quando ele ocorre em dois, três ou quatro exercícios, aí temos uma crise.
O fim da atividade empresarial, indubitavelmente, é o lucro e ao frustrar sua vocação não podemos ter uma empresa como sadia. Essa situação reclama mudança.
Do mesmo modo, a abrupta e consecutiva queda no lucro da empresa caracteriza, a situação de crise. Assim, queda do resultado, para ensejar a crise, deve ser expressiva; por exemplo, uma empresa que lucrava R$100.000.000,00 (cem milhões de reais) por ano e passa a lucrar R$8.000.000,00 (oito milhões de reais) no exercício seguinte e no outro apenas R$2.000.000,00 (dois milhões de reais) está, sem dúvida, em franca derrocada.
Nesse passo, se o lucro despenca seguidamente, firma-se uma tendência a qual, mantidas as mesmas condições, irá desaguar certamente em prejuízo. Temos, do mesmo modo, uma crise.
2 - Acumulação de passivos tributários
No passado não muito distante, instaurando-se algum desconforto na administração do fluxo de caixa, a primeira atitude era suspender o recolhimento dos impostos, em virtude do baixo custo de financiamento dessa dívida. Até muito pouco tempo atrás, o fisco não se fazia tão presente na vida das empresas e a pressão, decorrente do inadimplemento fiscal, era mínima.
Isso mudou.
A máquina arrecadadora, além de mais voraz, está mais eficiente e rápida.
Pois bem, diferentemente do que se observava no passado, atualmente o fisco, em todas as esferas, tem obtido cada vez mais eficiência e agilidade na cobrança do que lhe é devido, com o ajuizamento quase imediato de execuções fiscais, sendo que o custo de rolagem desse endividamento, pela incidência de juros, multas e honorários, já se tornou há muito proibitivo.
O fisco, hoje, bate à porta do contribuinte em poucos meses, penhorando suas máquinas, equipamentos e imóveis, senão mesmo o próprio numerário existente em bancos, por intermédio da penhora on line, onde qualquer Juiz, convencido de que tal medida é necessária, pode, sem cerimônia, drenar todo o capital de giro de uma empresa.
Verifica-se, desse modo, que a ausência de recolhimento de impostos, atualmente, se apresenta como uma alternativa dispendiosa, cujos reflexos se fazem sentir cada vez mais de modo rápido e intenso e enseja a caracterização de um estado de crise.
3 - Aumento do endividamento financeiro
Há casos em que o empresário, além de se financiar com a falta de recolhimento de impostos, passa a tomar dinheiro no mercado bancário. Como nossa oferta de crédito no Brasil é uma das piores do mundo, ele, provavelmente, só terá acesso a linhas de curtíssimo prazo e lastreadas em recebíveis.
A imensa maioria das empresas nacionais, pequenas e médias, desconta ou cauciona seus títulos em bancos ou companhias de factoring. A contratação do desconto ou caução, em si, não é perniciosa, se controlada, e o seu custo total integrar a formação do preço dos produtos ou serviços vendidos, ou seja, o mark-up.
É preocupante, no entanto, o comprometimento total ou quase total do faturamento, na medida em que ? nessa hipótese - qualquer inadimplência, devolução ou abatimento transtorna e compromete significativamente a administração do fluxo de caixa.
Numa situação mais grave, em que pese os sistemas de checagem e conferência dos bancos e factorings serem bastante profissionais, há inúmeras formas de burlá-los e não são poucos os empresários que, num ato de desespero, passam não só a comprometer integralmente o faturamento, mas também faturam mercadorias que serão entregues futuramente, ou indicam vendas inexistentes, para o desconto desses recebíveis.
Há empresas que não estão só com seu faturamento mensal comprometido, mas com dois ou três meses de faturamento negociado. Tal conduta pode, em tese, ser tipificada como crime, do que decorrem graves e irreversíveis consequências.
No caso do pré-faturamento ou da duplicata simulada, experimenta-se, sempre, um expressivo aumento do endividamento e gera-se uma bola de neve; o início é tímido e aparentemente controlável; no segundo mês, emite-se um valor maior para quitar o capital e encargos da primeira operação; no terceiro mês, emite-se o principal e os encargos das operações anteriores e assim por diante.
Vale lembrar, sempre, que os encargos somados ao principal, mês a mês, são capitalizados, o que infla, consideravelmente, a dívida.
Temos, portanto, que o desconto da integralidade do faturamento mensal ou o pré-faturamento são sintomas claríssimos de uma crise já instaurada.
4 - Atraso no pagamento de fornecedores
Não obstante, em determinadas situações, o recolhimento dos tributos não se efetua há muito tempo, o faturamento da empresa já está comprometido com operações de desconto e caução e, ainda assim, não há recursos para fazer frente ao pagamento dos insumos e serviços necessários ao giro da operação.
O atraso no pagamento dos fornecedores de insumos e serviços, além de acarretar, em casos extremos, o desabastecimento, enseja, sempre, a precificação do risco. Explica-se: o fornecedor, que habitualmente recebe com atraso ou em cartório, irá embutir o prazo adicional no seu custo financeiro, bem como se precaver da inadimplência, ampliando a sua margem, de modo a minorar e dissipar o eventual prejuízo.
O atraso no pagamento dos fornecedores, resultante de uma dificuldade financeira, acaba por ampliá-la, na medida em que os custos da empresa serão majorados e, por consequência, a margem deprimida.
5 - Atraso no pagamento de funcionários
Há, finalmente, situações em que não se recolhem os tributos, o faturamento já se encontra todo descontado ou caucionado, os fornecedores estão sendo quitados com atraso e o pagamento dos funcionários não é efetuado pontualmente.
Além do evidente desestímulo, afinal o funcionário também tem suas próprias crises para administrar, seus compromissos e urgências, o atraso no pagamento dos funcionários pode acarretar pesadas multas que, normalmente, só são exigidas após a rescisão do contrato de trabalho em reclamações trabalhistas.
Abstraia-se, no entanto, esse último aspecto, o custo do atraso. A simples impontualidade já pode acarretar, dependendo do nível de responsabilidade e formação moral do funcionário, boicotes à operação, publicidade dessa situação ao mercado, especialmente aos clientes, o que resulta numa fragilização ainda maior da empresa e uma ameaça a todos os controles necessários para o giro das operações.
Você já viu esse filme?
Você já se deparou com alguma dessas situações?
Se a resposta é sim, se você se deparou com qualquer uma delas, você travou contato com uma empresa em crise. Essa crise pode ser melhor ou pior manejada, porém já se instaurou, já está presente e exige um tratamento adequado, com metodologia específica.
Na maioria das vezes, o empresário, especialmente o empreendedor, o fundador da empresa, tendo obtido êxito no passado, se acha invulnerável, crê que o mercado vai reagir e que tudo, no futuro, dará certo.
A resistência em reconhecer e tratar a crise implica, sempre, no aumento de sua proporção; trata-se, sem sombra de dúvida, de um círculo vicioso, que se alimenta de inércia e esperança de tempos melhores, de que o cenário mude.
Parte dessa resistência, dessa imobilidade, muitas vezes, decorre do absoluto desconhecimento das formas de combater e enfrentar a crise; nessas situações, a empresa acolhe a crise, por completo desconhecimento do caminho que deve trilhar para dela se desvencilhar.
Assim, como passo inicial para combater a crise, é necessário admiti-la.
O caminho para enfrentar a crise, uma vez reconhecida a sua existência, passa pela identificação de suas causas e correção daquilo que afeta a margem de lucro da companhia ou estrangula o seu fluxo de caixa.
Para falar com um de nossos consultores, clique aqui.